por Eric Clemons, em 22 de março de 2009
Tradução e introdução pelo prof. Me Paulo R. Pedott em abril de 2009
Introdução
Desde os meados do século XX, por volta início dos anos 1950, a publicidade se alicerça na tríade TV/Cinema, Rádio e Mídia Impressa (Jornais/Revistas) e esta configuração se mantém evoluindo até meados da década de 1990, quando um novo meio de comunicação vem juntar-se a esta tríade, a Internet.
Concebida ao final dos anos 60 como uma rede de comunicação militar descentralizada, a então Arpanet passa a ser, a partir dos anos 1980 uma rede de comunicação acadêmica entre Universidades e instituições de pesquisa científica, adquirindo neste momento a denominação Internet.
Na década seguinte, com o acesso à rede aberto ao público em geral através dos provedores de acesso, a Internet passa a ser fortemente utilizada como um canal de comunicação comercial especializado que conta com um publico muito qualificado e de considerável poder aquisitivo.
A partir deste momento, com a evolução exponencial da quantidade de conteúdo disponível, surge a necessidade de se remunerar esta imensa disponibilidade de informação, pois existem custos para a produção, armazenagem e distribuição desta informação. Foi então que várias tentativas de remuneração foram aplicadas, grande parte destas adaptadas das formas tradicionais de remuneração, (custo por tempo de permanência, custo por impressão ou exibição, custo por clique, taxa de conversão…) outras nem tanto (porcentagem de lucro).
A mais recente das formas de monetização e, por conseguinte, de publicidade na Internet foi concebida e desenvolvida pela empresa Google.inc, e se consiste nas formas de anúncios relevantes do programa GoogleAdsense e do leilão de palavras em pesquisas chamado GoogleAdwords .
Estas duas novas formas de monetização publicitária podem ter marcado o início de um novo paradigma na publicidade, permitindo que qualquer orçamento possa propiciar uma comunicação publicitária em (quase) pé de igualdade com qualquer concorrente.
Porém, a Internet é um meio dinâmico e em constante evolução e até mesmo estes novos paradigmas são colocados em cheque quando o comportamento do público começa a mudar estimulado pela própria Internet e sua capacidade de provimento de informação. Como exemplo destas mudanças, temos o fenômeno das redes sociais que, sendo muito mais do que apenas comunicadores pessoais e sites de relacionamentos superficiais, permitem que nós consumidores possamos descobrir novas formas de nos relacionar com as empresas que produzem os produtos que usamos/queremos ou prestam os serviços que precisamos.
Além disso, para praticamente qualquer assunto podemos encontrar Forums de discussões onde peers debatem as características destes produtos, comparando suas características positivas e negativas e, desta forma, passam a ser uma opinião valorizada por ser independente e não estar associada ao fabricante.
O seguinte artigo do Professor Clemons nos chama a atenção para aspectos pouco notados, pouco divulgados e às vezes um pouco indigestos sobre a publicidade nos dias de hoje, mas que de forma alguma podem ficar de fora de discussões sérias sobre Publicidade e Propaganda. Este artigo é apresentado com o intuito de estimular a reflexão sobre o tema a partir do ponto de vista do professor Clemons (PHD, Cornell University, 1976; MS, Cornell University, 1974; SB, Massachusetts Institute of Technology, 1970) sobre a evolução da publicidade nos dias de hoje e não necessariamente refletem as suas opiniões ou as minhas.
Boa leitura.
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