*BRINDES*

August 11th, 2010 Leave a comment Go to comments

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Oi!

O Blog Tecnologia&Design presenteia seus leitores com um ou mais brindes mensalmente.
Estes brindes são, é claro, ligados á área do design e da publicidade. Espero que gostem e se desejarem sugerir algum brinde, basta postar um comment!



Disclaimer: Apenas para fins educacionais. Estas fontes possuem direitos de cópia e utilização; use apenas para fins educativos, pode não ser permitido o seu uso comercial. Os nomes dos arquivos e seus direitos pertencem aos seus respectivos proprietários.


Brinde de Outubro/2010:

Kit da fonte Meta.

(Erik Spiekermann, 1991)

Erik Spiekermann

‘information architect’, typeface designer, fala-barato e autor de livros e artigos sobre tipos e tipografia. Proprietário do FontShop.

Erik Spiekermann

Erik Spiekermann (Hanover, 1947) é um tipógrafo e designer gráfico alemão. Arquiteto da informação, typedesign e autor de vários livros e artigos sobre tipografia, Erik Spiekermann é internacionalmente reconhecido por seu trabalho.

Durante os seus estudos de História da Arte, em Berlim, ele financiava os seus estudos trabalhando como compositor.

Depois de formado passou vários anos em Londres, trabalhou como designer gráfico freelancer para o estúdio de Wulf Olins e para Herion Design Associates e leccionou na London College of Printing.

Em 1979 volta para Berlin e junto com Florian Fisher e Dieter Heil funda a MetaDesign, que tinha clientes como o Bank für Gemeinwirtschaft, Berthold, Linotype e Sean Graphic.

Entre muitos outros, a empresa desenvolveu programas de design corporativo para a Audi, Skoda, Volkswagen, Lexus, Heidelberg Printing, Berlin Transit, Düsseldorf Airport.

Em 1989 funda com Joan Spiekermann e  Neville BrodyFontShop, uma empresa para a produção e distribuição de fontes digitais em Berlim, e começa a produzir e distribuir fontes contemporâneas de vários designers e estúdios, tanto sob asua marca própria, a FontFont, como de outras empresas.

Spiekermann começou uma novao empresa, a United Designers Network, como a colaboração de vários designers que já trabalharam com ele em outros projectos. Spiekermann é professor honorário da Academia de Artes de Bremen.

Redesenhou a revista The Economist em 2001, fez uma família de fontes para a Nokia em 2002 e uma para a Bosch em 2005.

Ainda em 2005, a United Designers Network UDN criou a comunicação visual da Deutsche Bahn (Caminhos de Ferro alemães) , incluindo uma nova família de fontes.

Membro da Administração de AtypI e do German Design Council e Presidente da ISTD, International Society of Typographic Designers.

Fontes
  • ITC Officina
  • FF Info
  • FF Unit
  • FF Meta
  • LoType
  • Berliner Grotesk

A família corporativa de fontes da Nokia foi lançada em 2002.

Publicações

O seu livro Stop Stealing Sheep, da editora Adobe Press, entrou recentemente na sua segunda edição.

Erik vive e trabalha em Berlim, Londres e São Francisco.

Links

www.spiekermann.com/mten/index.html

www.fontshop.com

www.fontshop.de

MetaDesign: www.metadesign.com. Conhecido pela sua excelência tanto na qualidade dos projectos, até às fontes criadas por Erik Spiekermann (designer principal e fundador), o MetaDesign tem um dos melhores sites — que transparece toda a funcionalidade/estética alemã e que Spiekermann tão bem transmite na sua obra teórica e prática.

Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Meta (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Setembro/2010:

Kit da fonte Baskerville.

(John Baskerville, 1754)

John Baskerville (1706-1775)

Este excêntrico cidadão de Birmingham, abastado comerciante de lacas e vernizes, mestre calígrafo, gravador de letras, impressor e membro da Royal Society of Arts, quis superar as letras de William Caslon, dando-lhes formas mais largas, mais redondas e mais leves.

Contudo, o seu tipo não resultou muito diferente do de Caslon, embora tivesse algo da frescura e da elegância das writing-hands, das esmeradas caligrafias da época.

Slate tablet advertising Baskerville's works showing his skill as a designer of letters:
Tabuleta de pedra que Baskerville ussou para apregoar os seus talentos como desenhador de letras: “Grave Stone Cut in any of the Hands John Baskervill (sic), Writing Master, in Miscellaneous items relating to John Baskerville (1706-1775) from a scrapbook of letters, engravings etc., formed by Samuel Timmins. Birmingham City Archives.

John Baskerville teimou em superar os aplaudidos typefaces criados por William Caslon I, mas a sua falta de experiência como gravador impediu-o de o conseguir.

Contudo, Baskerville logrou um bom desenho de tipos, cheios de pragmatismo e funcionalidade. Hoje dispomos de toda uma selecção de revivals da sua fonte.

Baskerville
Retrato de John Baskerville (1706-1775), Type Founder and Printer, pintado por James Millar em 1774.
Birmingham Museums and Art Gallery.

John Baskerville nasceu em 1706 em Sion Hill, Worcester. Por volta de 1723, o hábil pen-man já trabalhava como professor de caligrafia e gravador de lápides. No ano de 1740 iniciou em Birmingham um negócio de lacas e vernizes — empresa que o tornou abastado.

Mas foi só em 1750 que começou a fazer experiências com a fabricação de papel, a elaboração de tintas, a fundição de tipos e a impressão – uma espécie de hobby, que cada vez mais o fascinava (e mais lhe pesava na bolsa).

Em 1754, John Baskerville, já com uns avançados 48 anos de idade, desenhou o seu primeiro tipo, sendo os punções gravados por John Handy, artesão com o qual trabalhou 28 anos.

O livro como obra de arte

Em 1577, a sua primeira obra impressa, a Bucolica do poeta romano Virgílio, em formato in-quarto, causou sensação na Europa.

Em 1757, Baskerville faz a primeira composição e impressão — Bucolicade Virgílio — a que se seguiram outros clássicos (aqueles que o mereciam, como se expressava Baskerville).

Em 1758, Baskerville é nomeado impressor oficial da Universidade de Cambridge, onde publica, em 1763, a sua obra-mestra tipográfica, uma Bíblia in-folio, impressa com os seus próprios tipos, tinta e papel. É pelo menos curioso o facto que o ateu convicto Baskerville imprimiu a mais famosa das edições inglesas da Bíblia.

Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Baskerville (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Agosto/2010:

Kit da fonte Syntax.

(Hans Eduard Meier, 1968)

Hans Eduard Meier (1922-)

meier

Nascido em 1922, Hans Eduard Meier cursou Tipografia naKunstgewerbeschule Zürich. De 1950 até 1986, Hans E. Meier ensinou Escrita, Tipografia e Desenho Técnico na Schule für Gestaltung em Zurique. Paralelamente, desenvolveu projectos comerciais para a indústria, várias editoras e institutos culturais.

De 1968 a 1972, Hans Eduard Meier desenhou a notável fonte Syntax, comercializada pela Fundição Stempel.

A Syntax herdou a legibilidade e a expressividade dos tipos cunhados na Itália renascentista; ao mesmo tempo, Meier desenhou uma fonte distintamente moderna, ao gosto do seu tempo.

Em 1984, Hans E. Meier começou uma frutífera cooperação com o Institut für Computersysteme da ETH Zürich.

Surgiram as fontes Syndor, Oberon e os protótipos para a Barbetwo, a Syntax Letter e a Syntax Lapidar, assim com fontes para aplicações matemáticas.

Linotype usage sample for
Outras fontes

ITC Syndor Book, Barbedor (1987), Syntax (1955; first release 1968-1972, Oberon (1994; as an OEM for Institut fuer Computersysteme in Zürich; available from Elsner&Flake as OberonEF), Barbetwo, Syntax-Letter, Lapidar, Neue Syntax.

A Linotype Syntax, uma reelaboração da Syntax original, ganhou o Bukvaraz 2001 Award. A Linotype Syntax Lapidar foi apresentada em 2000.

Fonte escolar

BasisSchrift Eins EF (2002), ABCSchrift Drei EF (2002), ABCSchrift Eins EF e ABCSchrift Zwei EF, Elysa EF (2002). A fonte escolar ABC Schrift: www.schulschrift.ch/

Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Syntax (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Julho/2010:

Kit da fonte Trinité.

(Bram De Does, 1982)

…acrescentar pesquisa….

Typeface-56 in 60 Brilliant Typefaces For Corporate Design

Kit da fonte Trinité (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )



Brinde de Junho/2010:

Kit da fonte Bell Gothic.

(Chauncey H. Griffith, 1938)

Bell Gothic é uma fonte sem serifa projetada por Chauncey H. Griffith em 1938 ao dirigir o programa de desenvolvimento tipografico na companhia Linotype. A fonte foi escolhida pela AT&T como sua fonte padrão em suas listas telefonicas (não deve ser confundido com a Bell, projetado pelos Ingleses John Bell (1746-1831) e Richard Austin). Bell Gothic foi substituída pela fonte Bell Centennial em 1978, criada por Matthew Carter na passagem do centenário da empresa de telefonia AT&T.

bell gothic sans typeface

Evolução do uso

A Bell Gothic foi utilizada nas listas telefônicas da AT&T por quarenta anos. Depois da adoção da AT&T Bell Centennial, a Linotype licenciou a Bell Gothic para o uso geral. A partir dos anos 1990s a Bell Gothic tornou-se popular e associada com a experimentação avant garde na Academia Cranbrook de Arte, na Academia Eindhoven nos Países Baixos, e RISD.

Fonte (adaptado) www.worldlingo.com

Kit da fonte Bell Gothic (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Maio/2010:

Kit da fonte Fleischmann .

(Erhard Kaiser, 1977)

… acrescentar pesquisa…

Kit da fonte Fleischmann (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Abril/2010:

Kit da fonte Frutiger.

(Adrian Frutiger, 1977)

A família de fontes Frutiger (de Adrian Frutiger)

Adrian Frutiger foi chamado na década de 1970 para projectar o sistema de comunicação visual do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle de Orly, Paris.

A fonte que usou neste sistema foi totalmente projetada para a ocasião, embora tenha sido inspirada nos desenhos da Univers. A fonte resultante foi adaptada para a comercialização e passou a ser conhecida como Frutiger.

Ficheiro:FrutigerSpec.svg

Uma «interpretação totalmente nova» é a Frutiger Next, que Adrian Frutiger e aLinotype lançaram no mercado em 2000. O novo sistema integra 18 pesos, devidamente ajustados por critérios ópticos. As itálicas, que originalmente eram romanas inclinadas, foram transformadas em «true italics».

Frutiger

Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Frutiger (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )



Brinde de Março/2010:

Kit da fonte Didot.

(Firmin Didot, 1799)

Firmin Didot (1764-1836)

Firmin Didot

Firmin Didot

Firmin Didot, o segundo filho de François-Ambroise Didot, nasceu em Paris e morreu em Mesnil-sur-l’Estrée. Dirigiu a partir de 1789 a fundição do seu pai, onde aperfeiçoou ainda mais a qualidade dos caracteres, aumentando ao mesmo tempo a sua variedade.

Firmin Didot foi o mais notável tipógrafo da dinastia Didot, responsável por pôr em prática o mencionado sistema de pontos.

De 1783 a 1784 produziu a primeira romana classicista e imprimiu Gerusalemme Liberata, de Tasso. Este tipos já não eram os que usara o seu avô François Didot, mas um tipo novo, a primeira verdadeira «romana classicista», austera, imperial…

Em 1795, Firmin Didot fez os primeiros ensaios com a stéréotypage. Pediu o brevet em 1797 e por isso é considerado um dos inventores da estereotipia – um processo de clichagem, que permite uma fácil e económica conservação das formas tipográficas; processo aplicado à edição de uma série de autores clássicos, vendida a baixo preço.

Em Mesnil-sur-l’Estrée (Eure), a sua fábrica foi completada com a produção mecânica de papel, integrando assim todas as vertentes da cadeia de produção tipográfica. Firmin Didot completou este labor com diversas actividades literárias (estudos, traduções, teatro).

Linotype usage sample for

Ávido bibliófilo, possuiu uma biblioteca enorme, dispersa em 1811; além disso foi político, deputado pelo Eure de 1827 até 1836.
Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Didot (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )



Brinde de Fevereiro/2010:

Kit da fonte Lucida.

(Chris Holmes & Charles Bigelow, 1985)

Lucida Grande é uma fonte tipográfica incluída com o sistema operacional Mac OS X. É um membro da famíliaLucida de fontes desenhadas por Charles BigelowKris Holmes. É usada em toda a interface do usuário.

Ficheiro:LucidaGrandeSpecAIB.svg

Como a similar fonte Lucida Sans Unicode do Microsoft Windows, esta suporta os caracteres mais geralmente usados finidos na versão 2.0 dos padrões Unicode. Esta fonte também é parecida com Myriad.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Kit da fonte Minion (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )



Brinde de Janeiro/2010:

Kit da fonte Minion.

(Robert Slimbach, 1990)

Robert Slimbach, (Evanston, Illinois, 1956) é um designer gráfico, que tem trabalhado na Adobe Systems desde 1987. Tem-se concentrado principalmente no design de caracteres tipográficos para a tecnologia digital, tendo o desenho clássico como fontes de inspiração. Ele tem desenvolvido muitas novas fontes para o programa Adobe Originals.

Ficheiro:MinionPro.svg

Minion é um nome de um tipo formatado por Robert Slimbach em 1990 para Adobe Systems. O nome vem do tradicional sistema nomeador para tamanhos de tipos, no qual Minion está entre corpo e tipo de corpo. Ela é inspirada pela tipografia do fim da era da Renascença.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Kit da fonte Minion (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Dezembro/2009:

Kit da fonte Caslon.

(William Caslon, 1725)

William Caslon I nasceu em Cradley, Worcestershire, no ano de 1692. Aprendeu em Londres o ofício de gravador de espingardas e de toolmaker.

Na capital montou o seu negócio em 1716, e mais tarde tornou-se gravador e fornecedor de punções e ferramentas para os encadernadores de livros.

CaslonSpecimen

Visto Caslon ter um óptimo sentido para o marketing dos seus produtos, montou em 1720 a sua fundição imediatamente adjacente à Oxford University Press.

O seu negócio tinha sido financiado por dois impressores, que lhe adiantaram dinheiro para lançar os seus tipos no mercado. Os vários typefaces de Caslon que apareceram em 1722 eram fáceis de ler e de desenho simples, e rapidamente se popularizaram no Reino Unido e nas colónias americanas.

O desenho de tipos de Caslon inspirava-se nos desenhos holandeses. O forte do typeface design de Caslon não estava na habilidade de criar formas de letras perfeitas, mas em criar tipos robustos, que permitiam compor uma página de texto digna.

As primeiras fontes de W. Caslon datam de 1720, mas o seu famoso catálogo de tipos foi publicado em 1734. Adoptando as proporções do estilo holandês, o Caslon Type tornou-se o primeiro grande tipo britânico.

Caslon publicou um mostruário com 38 fontes, as quais incluíam 7 Titlings, de 16 até 60 pontos; 14 Romans e Italicks, de minúsculos 5 até 48 pontos, 2 Saxon e 2 Blackletter, além de Armenian, Coptic, Gothic, Samaritan, Syriac, Arabic, Hebrew, Greek e seis variantes de Flowers & Borders. 35 das 38 fontes mostradas tinham sido gravadas por Caslon.

Hoje abundam as versões digitais de vários revivals dos tipos de William Caslon I.

A American Type Founders, fundada em 1892, lançou em 1902 um revival do Caslon Type, e em 1905, uma versão levemente mais bold, a Caslon 540.

Esse desenho foi modificado para ser adaptado às tecnologias da Intertype e Linotype. Os dois desenhos diferenciam-se da fonte original pelas descendentes mais curtas e com maior contraste, características que as tornam aptas para a impressão rápida e para as novas variedades de papéis introduzidas na virada do século.

Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Caslon (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Novembro/2009:

Kit da fonte Optima.

(Hermann Zapf, 1954)

Zapf foi o criador de uma série de fontes conhecidas mundialmente, como as famílias Optima, Palatino, Michelangelo e Sistina.
Optima

Optima é uma família de fontes sem-serifa desenhadas por Hermann Zapf entre 1952 e 1955.

op
Optima

Em 2002, Hermann Zapf, em colaboração com Akira Kobayashi, director de arte na Linotype GmbH, redesenhou e criou a variante Optima Nova.

Esta nova família de fontes apresenta a fonte no estilo itálico, autêntico (ao contrário da original); assim como uma série de fontes condensadas, e a Optima Nova Titling com ligaduras.

Esta fonte é comercializada com outros nomes por outras empresas. A Bitstream comercializa com o nome de Zapf Humanist; a WSI Fonts com o nome de Optane; a Rubicon com o nome de Opulent; CG Omega; Eterna.

Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Optima (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Outubro/2009:

Kit da fonte Gill Sans.

(Eric Gill, 1927)

Apresentada ao comércio em 1928 e logo aclamada como representante do «typographical bolchevism», a Gill Sans acabou por ser a única grotesca que se conseguiu afirmar na Inglaterra contra a forte competição que lhe vinha da Alemanha – por exemplo em forma da Akzidenz Grotesk, que era a letra favorita dos bauhausianos.Este fato é ainda mais notável se considerarmos que Eric Gill não era nenhum vanguardista em termos estéticos, mais era um tipógrafo conservador, que desenhou várias romanas serifadas de inspiração renascentista.
A Gill Sans foi a única fonte sem serifa que Eric Gill desenhou — e portanto pode ser considerada mesmo uma excepção na sua obra tipográfica.

Gill Sans

A Gill Sans nasceu sob a influência do mestre Edward Johnston, que tinha desenhado a muito parecida London Transport. Gill admitiu a forte influência de Johnston, mas argumentou que a sua letra representava um melhoramento – na lógica dos meios de produção modernos.

Depois de alguns protótipos desenhados para a tabuleta da loja de um amigo de Gill, a primeira aplicação da Gill Sans aperfeiçoada foi na London & North Eastern Railway. Encomendada pela LNER, a Gill Sans foi usada para toda a sinalética, displays, horários e publicidade.
Em todos estes ambientes «funciona» bem, afirmando-se como uma fonte genuinamente universalista. Uma fonte que combina a destreza do gravador de letras lapidares com a fineza do desenho de letras caligráficas.

A brutal Gill Extra Bold, que o próprio Gill autocriticamente chamou Double Elephants, foi comentada no seu Essay on Typography:
«There are now as many different varieties of letters as there are different kinds of fools. I myself am responsible for designing five different sorts of sans-serif letters – each one thicker and fatter than the last because every advertisement has to try to shout down its neighbours». (A retórica de Gill é tão famosa como as suas letras).
BBC O uso da Gill Sans generalizou-se para todas as aplicações; como tem sido objecto de intenso revivalismo, não só a vemos em displays, anúncios e títulos, como também a encontramos com alguma frequência em textos corridos.
Hoje, a Gill Sans «is still going strong», sendo especialmente bem apreciada no Reino Unido, usada pela BBC, por inúmeras outras instituições e por muitas empresas comerciais.

Gill Sans

Fonte:  Tipógrafos.net
Kit da fonte Gill Sans (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Setembro/2009:

Kit da fonte Times New Roman.

(Stanley Morison, 1931)

«One of the worlds most successful type creations». Pelo critério do grau de utilização, o mais importante dos tipos romanos é a Times de 1932/1972 – a fonte com a qual o jornal diário do mesmo nome é ainda hoje impresso.

Resumo: A Times New Roman é uma família tipográfica serifada criada em 1932 (Criada em 1931 e publicada em 1932 N.do E.) para uso do jornal inglês The Times of London. Hoje é considerada um dos tipos mais conhecidos, utilizado ao redor do mundo — devido ao facto de ser a fonte padrão em diversos processadores de texto…

No dia 3 de Outubro de 1932 saiu a primeira edição do prestigiado jornal britânico The Times com uma tipografia proposta e aperfeiçoada pelo jovem perito tipógrafo Stanley Morison (1889-1967).

O desenhador de tipos que teve o verdadeiro trabalho de adaptação da letra histórica que tinha servido de padrão, Victor Lardent, ficou na penumbra.

Morison ficou com a fama de ter «inventado» a Times New Roman. Esta versão foi substituir a Times Old Face, então em uso.

A Times foi a fonte que Stanley Morison realizou na Monotype Corporation, por encomenda da Editora Times; recebeu portanto a designação de Monotype Times New Roman. A fonte terá sido inspirada nos mostruários de tipos do Museu Plantin.

Monotype Times

Durante um ano, esta família de fontes ficou reservada para uso exclusivo do jornal The Times; depois foi lançada ao mercado – em versões para a impressão offset e para a composição de livros, em vários pesos e cortes.

Em curto espaço de tempo, a Times New Roman tornou-se a fonte mais lida de todos os tempos; expandiu-se por todo o globo. Para outra línguas e alfabetos foram desenhadas adaptações de glifos apropriados, por exemplo em caracteres cirílicos.

Um sucesso mundial!

Inúmeros periódicos em todo o mundo seguiram o exemplo do jornal britânico. Hoje, centenas de milhares de publicações são compostas em Times New Roman – ou em tipos muito semelhantes.

A produção da Times New Roman

Stanley Morison, especialista de caligrafia e tipografia, tinha integrado em 1929 o staff do jornal britânico The Times e começado as pesquisas preliminares para realizar a nova fonte.

Depois de executados 7.000 punções protótipos, começou a aparecer uma letra equilibrada, bem legível e muito neutra – um caractere híbrido, misturando alguns elementos estílisticos das romanas renascentistas com outros das romanas de transição. Esta fonte viria a ser a mais famosa da série de revivalismos conhecida por «Old Type Revival»

The Times 1932
A primeira edição com a Times New Roman

O jornal The Times foi um famoso jornal inglês, editado em Londres. Também costuma ser chamado The Times of London ou The London Times — para diferenciá-lo de outros jornais de nome similar, como o The New York Times. Hoje, o periódico The Times é apenas uma sombra do que já foi.

Fonte: Tipógrafos.net

Kit da fonte Times New Roman: (Como esta fonte pertence ao Core do Windows, acho melhor não disponibilizar um kit desta fonte, não por problemas de direitos, mas apenas para preservar meus leitores de problemas de incompatibilidade com o sistema operacional Windows)


Brinde de Agosto/2009:

Kit da fonte Garamond.

(Claude Garamond, 1530)

Garamond é o nome dado a um grupo antigo de tipografias serifadas nomeado a partir de Claude Garamond (1480-1561). A maioria das tipografias chamadas Garamond está mais diretamente relacionada ao trabalho posterior do designer Jean Jannon. A relação direta entre as tipografias de Garamond e a tipografia contemporânea pode ser encontrada em versões Roman das tipografias Sabon, Granjon, Stempel Garamond, e Adobe Garamond.

Primeiramente, foi encomendado a Garamond que ele criasse uma nova tipografia para o rei francês François I, para que fosse utilizado em uma série de livros de Robert Estienne. Mais tarde, o tribunal francês adotou a tipografia de Garamond para a impressão, e assim essa tipografia passou a influenciar os tipos em toda a França e a Europa Ocidental. Garamond baseia grande parte da concepção das suas minúsculas na caligrafia de Angelo Vergecio, bibliotecária de François I. O itálico da maior parte das versões contemporâneas é baseado no itálico do assistente de Garamond Robert Grandjon.

Garamond

Garamond

Embora a forma tipográfica fosse basicamente uma cópia da mão à mão, Garamond foi talvez o primeiro a considerar as qualidades do design de letras como distinta do estilo manuscrito anterior. Assim, o seu desenho, enquanto baseada no tipo veneziano, introduziu precisões sutis e delicadas: minúsculas mais abertas com bojos generosos, maiúsculas largas na extensão horizontal, e um traço muito delicado nas curvas.

A tipografia Garamond transmite uma sensação de fluidez e consistência. Algumas das características únicas em suas letras são a pequena barriga do “a” e o olho pequeno do “e”. Podemos ver também que as serifas superiores têm um leve declive descendente. As formas maiúsculas do J e do Q possuem uma forma de descendente.

Este é um típico estilo antigo, tem muito pouco contraste entre os elementos grossos e finos, fortes serifas, oblíquas e estresse. As letras maiúsculas são mais curtas do que as ascendentes das letras minúsculas. A forma bem aberta das letras torna seu conjunto extremamente legível.

Por causa da solidez dos desenhos de Garamond, os elementos de sua tipografia tiveram grande tendência histórica para permanecer como ferramentas de uso dos profissionais da tipografia.

Ler uma grande quantidade de páginas repletas de textos na tipografia Garamond não exige praticamente nenhum esforço por parte do leitor, isso se comprova na utilização desse estilo por tão longa data.

A influência da tipografia desenvolvida por Garamond é grande até hoje, a tal ponto que foram desenvolvidas várias versões digitais desse antigo estilo, como a Adobe Garamond Garamond, Monotype Garamond, Simoncini Garamond, e Stempel Garamond.

Fonte : WECA/LULI

Kit da fonte Garamond (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Julho/2009:

Kit da fonte Akzidenz Grotesk.

(Günter Gerhard Langedrian, 1896)

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Segundo Jan Tschichold, a Grotesk é uma forma tardia das romanas, deturpada de todas as serifas e com um traço de grossura quase constante. Na Alemanha, estas «grotescas» aparecem a partir de 1832.

A mais famosa das antigas sem serifa alemãs foi esta Akzidenz-Grotesk, «mãe» das posteriores sem-serifa feitas na Suíça do pós-guerra, como Helvetica e Univers.

Ainda hoje, alguns designers puristas, na Alemanha e na Suíça, dão preferência a esta letra austera e sóbria.

Paralelamente à Akzidenz Grotesk, surgiu entretanto no mercado a AG Book e a AG Old Face, publicadas pela Berthold.

Fonte (adaptado): Tipógrafos.net

Kit da fonte Akzidenz Grotesk (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Junho/2009:

Kit da fonte Univers.

(Adrian Frutiger, 1957)

Uma das fontes sem-serifa de mais ampla divulgação mundial. É frequentemente usada em sinaléticas e CI.

Foi desenhada para a mais ampla aplicação possível: print, sinalética, CI, etc.

Não falta em nenhum livro sobre a tipografia do século xx: a grelha original com os 21 pesos e graus de condensação e expansão da Univers, editada em 1957. O corte erroneamente chamado «itálico» é uma romana inclinada.

Univers sistema numérico

Como Adrian Frutiger achou as classificações convencionais (Light, Bold, Condensed, etc.) pouco exactas ou mesmo arbitrárias, os membros da família de fontes Univers foram calibrados com um sistema numérico bidimensional. Um sistema que também serviu para sistematizar os cortes das famílias de fontes Frutiger, Serifa e Vectora. Até as variantes da Neue Helvetica foram assim sistematizadas.

Univers

Quando foi lançada, a Univers foi algo moderno, mas ao mesmo tempo, comodamente imbricada no fluxo histórico da evolução das letras. Frutiger nunca foi um revolucionário ou um quebra-esquemas (como Neville Brody, p.ex.); foi um font designer meticuloso, pragmático e decididamente orientado para o funcionalismo e o aspecto racional da comunicação — eis um «suíço típico»!

A Univers gozou de grande popularidade principalmente nas décadas de 1960 e 70, tornando-se, para muitos designers, a fonte do Estilo Internacional, por excelência.

A Univers no CI

Foi usada na Corporate Image de diversas empresas, entre elas a Swiss International Air Lines e a Deutsche Bank. A Apple costuma usar todas as variantes itálicas desta fonte nos teclados de seus computadores. O metro de Paris também fez uso intenso da Univers.

Univers

Durante a década de 1990, a família Univers foi redesenhada (optimizando a fonte mas mantendo a aparência original) ; a nova versão é conhecida como Linotype Univers (já que é comercializada pela empresa Linotype).
Desdobramentos

Adrian Frutiger foi chamado na década de 1970 para projetar o sistema de comunicação visual do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle de Orly, Paris. A fonte que usou neste sistema foi totalmente projetada para a ocasião, embora tenha sido inspirada nos desenhos da Univers. A fonte resultante foi adaptada para a comercialização e passou a ser conhecida como Frutiger.

A Frutiger foi influenciadora de dezenas de outras famílias, como a Myriad da Adobe. Portanto, a Univers está relacionada a uma parte significativa das fontes desenhadas nas últimas décadas.
Fonte: Tipógrafos.net

Kit da fonte Univers (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Maio/2009:

Kit da fonte Bodoni.

(Giambattista Bodoni, 1798)

A Fonte Bodoni foi desenhada por Giambattista Bodoni, tipógrafo italiano conhecido como o Rei dos Tipográfos e Tipógrafos dos Reis e foi criada em 1798. É uma fonte de uso geral, formas elegantes e impactantes.

A fonte foi reproduzida por diversas empresas e tipógrafos e na maioria das vezes apresentam um idéia equivocada da verdadeira herança deixada por Bodoni.

A família Bodoni da ITC, digitalizada em 1992-95 são as fontes que mais se aproximam das originais criadas em 1798.

Em Parma, cidade natal do tipógrafo, foi criado um Museu com seu nome, neste local funcionou a Stamperia Reale onde Bodoni foi diretor, indicado pelo Duque de Parma.

Fonte: Sobredesign

Kit da fonte Bodoni (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Abril/2009:

Kit da fonte Futura.

(Paul Renner, 1927)

O grande sucesso tipográfico foi (quase) um plágio de outras fontes grotescas já vigentes na época: da Erbar Grotesk e da Kramer (Frankfurt)…

Futura

Entre as sem serifas mais notáveis da época entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, está a fonte Futura. Desenhada entre 1924 e 1926 por Paul Renner, é uma letra bem representativa da clareza defendida nos manifestos da Bauhaus, com evidente construção geométrica.

Sóbria, neutral, clara, elegante, bem equilibrada, legível (em corpos grandes, mas também em texto corrido, a Futura apresenta as características preferidas pelos designers vanguardistas dos anos 20 e 30.

Parece construída com régua e compasso, e as versões preliminares têm óbvias afinidades com as experiências tipográficas do anos 20. Mas assim como a Gill Sans (a outra importante sem serifa da época) se inspirou directamente no tipo queEdward Johnston desenhara para os transportes urbanos londrinos, também a Futura foi derivada de letras já existentes, por exemplo da Kramer-Grotesk, uma sem serifa desenhada pelo arquitecto alemão Ferdinand Kramer para uso do município de Frankfurt am Main, em todas as suas publicações.

Outra letra que terá servido de modelo e inspiração foi a Erbar Grotesk, desenhada por Jakob Erbar para a Fundição Ludwig & Mayer (a partir de 1922), da Mergenthaler Linotype e da Linotype Londres.

Segundo os depoiamentos e as interpretações que não insinuam o plágio da Kramer ou da Erbar, a inspiração da Futura teria vindo das inscrições lapidares da Grécia clássica, que Renner analisou em pormenor. Os gregos usavam uma letra sem serifas de formas simples, e teria sido essa clareza estética que Renner captou.

A brochura de promoção que a Fundição Bauer publicou em 1927 – uma versão «arcaica» da Futura, comercializada entre 1927 e 1930.
BOTTO (António).- NÃO É PRECISO MENTIR. Editôra Educação Nacional. Porto. (1939)

Capa de uma edição de 1939 da obra de António Botto Não é preciso mentir. Editora Educação Nacional, Porto, 1939. Usa tipos Futura – ou alguma tipografia muito semelhante.

Os desenhos originais de Renner para a Futura estão hoje guardados na Fundición Tipográfica Neufville, sediada em Barcelona. Outro tipo sem serifa desenhado por Renner foi a Topic ou Steile Futura, uma variante condensada, com traços redondos nas letras A, E, M e W. Esta Topic foi editada pela Bauersche Giesserei já mais tarde, em 1953.

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Aplicação contemporânea da Futura
Aplicação contemporânea da Futura

Hoje existem muitas «Futuras» de estética questionável: atenção às versões grátis.

Fontes similares

A Nobel
Nobel
A Avenir
Avenir

Fonte: Tipógrafos.net

Kit da fonte Futura (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )


Brinde de Março/2009:

Kit da fonte Helvética.

(Max Miedinger, 1957)

Em 1957, Max Miedinger criou a família tipográfica chamada Neue Haas Grotesk, que foi comprada por Eduard Hoffman para a empresa Haas’sche Schriftgiesserei de Münchenstein, Suíça. Não foi até 1960 que a fonte foi renomeada para refletir o nome do país em latim – Helvetica. Espalhado como um símbolo de tecnologia-de-ponta suíça, Helvetica se tornou reconhecida mundialmente.

O objetivo da tipografia conhecida hoje com Helvetica, era de criar um tipo claro, sem significados culturais, de fácil legibilidade e que pudesse ser usado em diferentes tipos de suporte: desde sinais de trânsito até impressos em papel.

Helvetica é uma das fontes sem-serifa mais usadas no mundo. Existem versões para línguas derivadas do latim, cirílico, hebreu e grego além de versões especiais para hindu, urdu, khmer e vietnamita. Variantes dos sistemas de escrita baseado em caractéres incluem chinês, japonês e koreano foram desenvolvidos para complementar a Helvetica.

Entre as empresas mais famosas que usam Helvetica nas suas marcas incluem a 3M, American Airlines, a rede de jornalismo BBC News, Boeing, Jeep, linhas aéreas Lufthanse, Microsoft, Panasonic e muitos outros. A fonte está até impressa nos ônibus espaciais da Nasa, além de ter seu próprio filme.

Aplicações da fonte Helvetica

Em 1982, Robin Nicholas e Patricia Saunders, da Monotype Typography, criaram a Sonora Sans Serif, que acabou sendo renomeado para Arial quando a Microsoft passou a distribuí-lo com o Windows 3.1 em 1992. Existe muita controvérsia quanto a esta fonte, pois muitos dizem que é uma cópia quase igual da fonte Helvetica.

Entre as similaridades, nota-se que ambas tem uma largura muito próxima. O jeito mais fácil de distinguir uma fonte da outra é observando as letras em caixa-alta C, G e R, assim como as em caixa-baixa a, e, r e t.

Como diferenciar Helvetica de Arial

Com mais de 50 anos de existência, é seguro dizer que Helvetica é a fonte mais popular do mundo.

Acho que agora tens conhecimento suficiente para diferenciar a Helvetica de outras fontes similares.
Então segue um pequeno teste. Teste Helvetica

Mais sobre a Helvética pode ser encontrado aqui.

(Fonte do texto: Digital Paper )
(Fonte da tabela periódica: LogoBR )
Obrigado Jean Carlos pelo insight

Kit da fonte Helvética (Arquivo compactado 7z baixar o 7zip. )

Apenas para fins educacionais. Estas fontes possuem direitos de cópia e utilização; use apenas para fins educativos, pode não ser permitido o seu uso comercial. Os nomes dos arquivos e seus direitos pertencem aos seus respectivos proprietários.

Garamond é o nome dado a um grupo antigo de tipografias serifadas nomeado a partir de Claude Garamond (1480-1561). A maioria das tipografias chamadas Garamond está mais diretamente relacionada ao trabalho posterior do designer Jean Jannon. A relação direta entre as tipografias de Garamond e a tipografia contemporânea pode ser encontrada em versões Roman das tipografias Sabon, Granjon, Stempel Garamond, e Adobe Garamond.

Primeiramente, foi encomendado a Garamond que ele criasse uma nova tipografia para o rei francês François I, para que fosse utilizado em uma série de livros de Robert Estienne. Mais tarde, o tribunal francês adotou a tipografia de Garamond para a impressão, e assim essa tipografia passou a influenciar os tipos em toda a França e a Europa Ocidental. Garamond baseia grande parte da concepção das suas minúsculas na caligrafia de Angelo Vergecio, bibliotecária de François I. O itálico da maior parte das versões contemporâneas é baseado no itálico do assistente de Garamond Robert Grandjon.

Garamond

Garamond

Embora a forma tipográfica fosse basicamente uma cópia da mão à mão, Garamond foi talvez o primeiro a considerar as qualidades do design de letras como distinta do estilo manuscrito anterior. Assim, o seu desenho, enquanto baseada no tipo veneziano, introduziu precisões sutis e delicadas: minúsculas mais abertas com bojos generosos, maiúsculas largas na extensão horizontal, e um traço muito delicado nas curvas.

A tipografia Garamond transmite uma sensação de fluidez e consistência. Algumas das características únicas em suas letras são a pequena barriga do “a” e o olho pequeno do “e”. Podemos ver também que as serifas superiores têm um leve declive descendente. As formas maiúsculas do J e do Q possuem uma forma de descendente.

Este é um típico estilo antigo, tem muito pouco contraste entre os elementos grossos e finos, fortes serifas, oblíquas e estresse. As letras maiúsculas são mais curtas do que as ascendentes das letras minúsculas. A forma bem aberta das letras torna seu conjunto extremamente legível.

Por causa da solidez dos desenhos de Garamond, os elementos de sua tipografia tiveram grande tendência histórica para permanecer como ferramentas de uso dos profissionais da tipografia.

Ler uma grande quantidade de páginas repletas de textos na tipografia Garamond não exige praticamente nenhum esforço por parte do leitor, isso se comprova na utilização desse estilo por tão longa data.

A influência da tipografia desenvolvida por Garamond é grande até hoje, a tal ponto que foram desenvolvidas várias versões digitais desse antigo estilo, como a Adobe Garamond Garamond, Monotype Garamond, Simoncini Garamond, e Stempel Garamond.

  1. William Kiefer
    William Kiefer
    November 10th, 2009 at 10:45 | #1

    Visualizamos ao longo do dia diversas fontes, muitos folders, anuncios, outdors, mas percebemos que em muitos momentos trata-se de fontes iguais, apenas em diferentes estilos e diferentes formas de expor, fontes como Helvetica e Arial, que são praticamente as mesmas fontes, com pequenos detalhes.
    Eu por exemplo tive alguns erros no teste sobre a Helvetica, é dificil, confunde muito!
    abraço,
    William Kiefer – 33

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